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Farmácias: conheça algumas dicas para a abertura de uma.

Os estabelecimentos que hoje conhecemos por farmácias e drogarias tiveram seus precursores na Europa do século X, ainda na Idade Média, com os chamados boticários, que forneciam substâncias de origem natural para o tratamento de enfermidades. Atualmente, por meio da Lei nº 13.021, de 08 de agosto de 2014, as farmácias são legalmente definidas como:

Art. 3º – A Farmácia é uma unidade de prestação de serviços destinada a prestar assistência farmacêutica, assistência à saúde e orientação sanitária individual e coletiva, na qual se processe a manipulação e/ou dispensação de medicamentos magistrais, oficinais, farmacopeicos ou industrializados, cosméticos, insumos farmacêuticos, produtos farmacêuticos e correlatos.

No contexto do mundo atual, é impossível pensarmos na nossa rotina sem a presença de um medicamento, seja este de origem natural, como os fitoterápicos, ou sintética, os chamados medicamentos alopáticos. Há, ainda, pessoas que preferem fazer uso dos homeopáticos na busca por uma vida mais saudável e tranquila. Independentemente da escolha, todos nós dependemos dessas substâncias no nosso cotidiano. 

Segundo o guia da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa de 2019, o mercado farmacêutico mundial atingiu investimentos próximos ao montante de R$1,2 trilhão no ano de 2018 e ainda continua em plena ascensão, com previsão de crescimento de mais de R$ 300 bilhões até o próximo ano (2023). Trazendo para a realidade brasileira, os valores atingem a casa dos R$ 40 bilhões. Todos esses cenários mostram o potencial de retorno financeiro da abertura de uma farmácia, seja qual for a região que ela se estabeleça.

Ao se pensar em abrir uma farmácia, faz-se necessário escolher o tipo de estabelecimento que mais interessa a você, futuro empreendedor! Antes de abordar as duas principais vertentes, é importante salientar que o Artigo 6 da Lei 13.021 de 8 de Agosto de 2014 propõe que, para o funcionamento de qualquer farmácia, independente da natureza, é imprescindível a presença durante todo o expediente de um farmacêutico. A seguir, confira a diferença entre Farmácias e Drogarias:

Farmácias: Local onde possui um laboratório para preparação de receitas prescritas por um profissional capacitado, podendo ou não vender itens industrializados (Ex: Farmácias homeopáticas);

Drogarias: Apenas comercializa produtos industrializado, não fraciona suas quantidades e ocorre venda também de cosméticos, itens relacionados a primeiros-socorros e de conveniência;

Agora que já se pode ter ideia do estabelecimento que quer abrir, vamos aos primeiros passos para concluir sua abertura:

  1. Definir o local mais adequado: para a escolha do lugar onde a farmácia será instalada, você deve levar em consideração se será um espaço alugado ou próprio, o perfil do público que quer atingir e se aquela localidade atende a essa necessidade, horários de pico, como é a vizinhança, acessibilidade (estacionamento por perto, facilidade de acesso por pessoas com necessidades especiais) e a situação socioeconômica da região. Uma pesquisa de mercado é essencial para elucidar esses e muitos outros conceitos.
  2. Documentação: Alguns dos documentos necessários são o Certificado de Regularidade Técnica (CRT) emitido pelo conselho Federal de Farmácia, Autorização de Funcionamento da Empresa (AFE) emitido pela ANVISA, Alvará Sanitário emitido pelas Agências Sanitárias e, dependendo do município, pode ser necessário tirar uma Licença de Funcionamento de Empresa na prefeitura, a qual necessita de um Laudo Técnico de Avaliação (LTA). Nesse documento, deverá constar o Alvará de Vistoria do Corpo de Bombeiros. Além disso, farmácias de manipulação necessitam da Autorização Especial (AE);
  3. Equipamentos necessários: listar o que será necessário para compra e priorizar os materiais mais urgentes para o funcionamento do estabelecimento. Para começar, os principais equipamentos que uma farmácia emprega são balcão para atendimento e armários/prateleiras para estoque dos produtos; impressora e scanner para documentos essenciais e receitas médicas; computadores para gestão do conhecimento e do fluxo comercial (a depender do porte estipulado, mais de uma máquina pode ser necessária); telefone e sistema de ar-condicionado.
  4. Fazer um planejamento de gastos, geolocalização e fluxo de pessoas: fazer um planejamento financeiro é essencial para o sucesso do seu estabelecimento, saber o que investiu e quanto está obtendo de retorno, o quanto necessita juntar para realizar a abertura do negócio, custo do aluguel, energia elétrica. Outro ponto é observar onde abrir esse estabelecimento, procurar locais onde não possuem muitas farmácias/drogarias, ver o fluxo de pessoas por aquela região diariamente e conhecer o que o público mais gosta de comprar;
  5. Atentar-se ao marketing: a divulgação e a publicidade podem ser um grande diferencial para alavancar as vendas, pois gera um atrativo para a marca trazendo mais clientes. Invista, por exemplo, no Marketing digital, que cada vez mais cresce no mercado: crie uma conta em redes sociais, como o Instagram, para divulgar o estabelecimento, produtos e promoções ao longo do tempo;
  6. Busque uma distribuidora confiável: a aquisição de medicamentos e outros produtos deve ser feita por meio de fornecedores confiáveis, bem estabelecidos no mercado e que promovam garantias de entregas no prazo e com preço justo;
  7. Contrate uma equipe: é fundamental que haja uma equipe capacitada e coesa para o bom funcionamento de qualquer empreendimento nos dias atuais. De fato, o número de colaboradores dependerá do porte da empresa, portanto, busque no início empregar uma quantidade reduzida de funcionários e aumente o quadro ao longo do tempo. Para começar, é imprescindível a presença de um profissional farmacêutico habilitado e com vínculo ativo no Conselho de Farmácia, um balconista que tenha experiência em comércio e um entregador, caso seja de interesse fazer entregas a domicílio;
  8. Contrate um(a) Contador(a): caso não possua experiência no ramo de gestão empresarial e finanças, a presença de um profissional especializado para realizar a contabilidade do novo empreendimento é bastante vantajosa, principalmente para questões burocráticas e tributárias;
  9. Elabore o Manual de Boas Práticas: este é o documento que descreve as operações realizadas pelos estabelecimentos, contendo a manutenção da higiene dos profissionais, dos utensílios, das máquinas, da água, saúde dos manipuladores, dentre outros. Aliados ao Manual, existem os Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), arquivos que descrevem em detalhes cada atividade realizada no dia-a-dia da farmácia, visando à padronização da execução por todos os colaboradores e, assim, garantindo a qualidade das operações;

 

Agora que você já conhece um pouco mais sobre a abertura de uma farmácia ou drogaria, que tal elaborar o Manual de Boas Práticas e os POP’s e padronizar todos os seus processos?

A Ecofarma pode te ajudar com todos eles, venha conhecer nossos serviços!

 

Referências:

GUIMARÃES, Nathalia. Tipos de farmácias: Conheça todos os tipos!. InTipos de farmácias: Conheça todos os tipos!. [S. l.], 2020. Disponível em: https://blog.vitta.com.br/2020/03/17/tipos-de-farmacias-conheca-todos-os-tipos/. Acesso em: 22 ago. 2020.

LINHARES, Daniel. Como abrir uma Farmácia ou Drogaria em 10 Passos. InComo abrir uma Farmácia ou Drogaria em 10 Passos. [S. l.], 19 jan. 2019. Disponível em: https://daniellinhares.com.br/como-abrir-uma-farmacia-drogaria-10-passos/. Acesso em: 22 ago. 2020.

NASCIMENTO, Victoria. Checklist para farmácia: ferramentas para organizar sua drogaria. InChecklist para farmácia: ferramentas para organizar sua drogaria. [S. l.], 19 dez. 2019. Disponível em: https://guiadafarmacia.com.br/checklist-para-farmacia-ferramentas-para-organizar-sua-drogaria/. Acesso em: 22 ago. 2020.

O QUE preciso saber antes de abrir uma farmácia?. InO que preciso saber antes de abrir uma farmácia?. [S. l.], [2020]. Disponível em: http://www.gam.com.br/abrir-uma-farmacia/. Acesso em: 22 ago. 2020.

SALES, Christiano M. Ideias de negócios: drogaria. [S. l.]: Sebrae, 2021. Disponível em: https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/IDEIAS_DE_NEGOCIO/PDFS/137.pdf. Acesso em: 16 mar. 2022.

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Cosméticos veganos, naturais e orgânicos: Qual a diferença?

Você sabe a diferença entre cosméticos veganos, naturais e orgânicos? Sabe como eles afetam o mundo hoje em dia? 

Não? Então vamos conhecer um pouco mais sobre eles.

A indústria de cosméticos atualmente têm se mostrado de grande importância na área econômica na maior parte dos países mais desenvolvidos, incluindo o Brasil. Com o passar do tempo, a sociedade vem cobrando das indústrias e empresas cosméticas uma maior adoção de tecnologias de produção mais limpas, mais econômicas e ambientalmente corretas.

Para nos aprofundarmos melhor neste assunto, vamos explicar qual a diferença entre cosméticos veganos, naturais e orgânicos. Vamos conhecê-los?

COSMÉTICOS VEGANOS

Os cosméticos veganos são aqueles produtos que não são testados em animais e que a sua composição não inclui matérias-primas de origem animal e/ou que tenham sido testadas em animais. Em 30 de novembro de 2009, na Europa, foi aprovado o Regulamento (CE) nº 1.223/2009 que, entre outras diretrizes, proíbe a comercialização de produtos cuja formulação final, os ingredientes ou as combinações de ingredientes tenham sido testados em animais. 

Os produtos veganos não têm relação com eles serem naturais ou orgânicos, mas sim, com o fato de não possuírem ingredientes de origem animal e nem de serem testados em animais, sendo então produtos Cruelty-free (livre de crueldade). Ou seja, trata-se de um produto que não utiliza matérias-primas de origem animal como por exemplo, o mel, a cera de abelha, a lanolina, o colágeno, a albumina, o carmim e a gelatina.

Esses produtos costumam ser identificados pela presença de um selo com a letra V, pelo desenho de um coelho, pela inscrição cruelty-free, ou por qualquer outro símbolo definido pela empresa.

COSMÉTICOS NATURAIS 

Para falar agora do segundo tipo de cosmético, a Anvisa considera que um cosmético natural é quando os ingredientes da sua formulação são retirados diretamente da natureza, como por exemplo o guaraná, o coco e o cacau. Portanto, esses produtos não possuem substâncias artificiais na composição, o que é algo muito interessante e inovador.

Do mesmo modo, ao escolher pelo desenvolvimento de um produto que seja natural, a restrição de ingredientes é algo que deve-se levar em conta. Alguns desses ingredientes são os corantes sintéticos, as fragrâncias sintéticas, os polietilenoglicóis (PEGs), os silicones, os conservantes sintéticos e os derivados de petróleo. De antemão, a lista de ingredientes permitidos para uso em produtos naturais é totalmente limitada, dificultando o processo de desenvolvimento de formulações. 

O consumidor “verde” ou ecológico, pensa na composição, qualidade, processo de produção e sustentabilidade. Do mesmo modo, essas pessoas estão dispostas a pagar o preço exigido pelo mercado e colaboram com a natureza optando por embalagens recicláveis, retornáveis e biodegradáveis.

COSMÉTICOS ORGÂNICOS

Para finalizar com o nosso terceiro tipo de cosmético, os cosméticos orgânicos tem suas formulações feitas com matérias-primas naturais certificadas, produzidas com base nos princípios da sustentabilidade. A plantação e a colheita desses ingredientes também não agridem o meio ambiente, pois são livres de agrotóxicos e outros agentes químicos. Dessa forma, é um tipo de cosmético excelente para quem deseja preservar a natureza e sempre está pensando no futuro do nosso país.

Para ser considerado um cosmético orgânico, a Anvisa exige que o cosmético tenha, no mínimo, 10% de ingredientes orgânicos para produtos enxaguáveis, aquosos ou com alto teor (80%) de conteúdo mineral. A Anvisa exige também, o mínimo de 20% de ingredientes orgânicos para os demais produtos. Simultaneamente, a Anvisa cobra que 95% dos ingredientes fisicamente processados devem ser de origem orgânica. Em conclusão disso, o percentual de ingredientes orgânicos deve ser indicado na parte frontal do rótulo.

Cosmético Natural e Orgânico são iguais?

Não! Não são iguais! Todo cosmético orgânico é considerado um cosmético natural, mas nem todo cosmético natural é um cosmético orgânico. Portanto, você deve se atentar sempre a isso quando for selecionar o que é natural e o que é orgânico na sua formulação e na sua rotulagem.

 

 

A Ecofarma Jr. já está há 16 anos no mercado, contribuindo para serviços de extrema qualidade e com consciência do impacto positivo ao meio ambiente. Além disso, todos os nossos clientes são adeptos à utilização desses tipos de cosméticos e nós temos orgulho de sempre auxiliá-los, contribuindo para um país melhor.

Um novo serviço que a Ecofarma Jr. presta é a Consultoria sobre Obtenção de Selos e Certificações, em que nós da empresa te ajudamos a como conseguir os selos que são exigidos pela Anvisa, caso o seu produto seja considerado natural, vegano e/ou orgânico.

Gostou? Busque empresas competentes e que te ajudam a alavancar o seu negócio. Qualquer dúvida conte com a Ecofarma Jr.!

 

 

 

Referências:

ANGELON, Clelia. Saiba a diferença entre cosméticos naturais, orgânicos e veganos. Surya Brasil, ano 2019. Disponível em: https://suryabrasil.com/blog/saiba-as-diferencas-entre-os-cosmeticos-naturais-organicos-e-veganos/ Acesso em: 18 ago. 2020

ECLYCLE, Equipe. Conheça as diferenças entre cosméticos naturais, orgânicos e convencionais. eClycle. Disponível em: https://www.ecycle.com.br/component/content/article/67-dia-a-dia/2099-cosmeticos-organicos-naturais-convencionais-deferencas-tipos-materia-prima-composicao-definicao-consumidor-como-fazer-receitas.html#:~:text=Segundo%20o%20IBD%2C%20existem%20os,mat%C3%A9rias%2Dprimas%20certificadas%20como%20org%C3%A2nicas.&text=E%20um%20cosm%C3%A9tico%20a%20base,n%C3%A3o%20pode%20ser%20considerado%20natural. Acesso em: 18 ago. 2020

FLOR, Juliana. Mazin, Mariana Ruiz. FERREIRA, Lara Arruda. Cosméticos Naturais, orgânicos e veganos. Chemspecs Comércio e Representações Ltda. São Paulo: v. 31, 2019. Disponível em: https://www.cosmeticsonline.com.br/artigo/87 Acesso em: 08 mar. 2022

GALEMBECK, Fernando; CSORDAS, Yara. Cosméticos: a química da beleza. 2009. Disponível em: https://fisiosale.com.br/assets/9no%C3%A7%C3%B5es-de-cosmetologia-2210.pdf. Acesso em: 8 mar. 2022.

MARTINI, Thiago. Entenda de uma vez por todas o que são cosméticos veganos. Relax Cosméticos Naturais. Disponível em: https://relax.com.br/entenda-de-uma-vez-por-todas-o-que-sao-cosmeticos-veganos/ Acesso em: 18 ago. 2020.

MIRANDA, Isabella Justino; SILVA, Júlia Helena da; MÜLLER, Simony Davet. Cosméticos Orgânicos e Naturais: ANÁLISE DO PERFIL DOS PROFISSINAIS ATUANTES EM ESTABELICIMENTOS COMERCIAIS E DA ROTULAGEM. Santa Catarina, 2018. Disponível em: https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstream/ANIMA/7893/1/RIUNE.pdf. Acesso em: 8 mar. 2022.

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Qual a importância da análise microbiológica para alimentos?

Os microrganismos estão em todos os lugares, inclusive nos alimentos, e tem a capacidade de crescer e se multiplicar muito rapidamente em condições favoráveis. De acordo com a OMS, uma em cada dez pessoas adoecem todos os anos através do consumo de alimentos contaminados, consequentemente 420 mil pessoas morrem, anualmente, e dessas, 125 mil são crianças menores de 5 anos sendo as mais infectadas. Nesse sentido percebe-se o quão importante deve ser o cuidado ao preparar os alimentos e assim prevenir as doenças transmitidas por alimentos (DTA).

Quais são as causas das doenças transmitidas por alimentos?

As causas das DTA’s são em virtude das condições de saneamento e qualidade da água impróprias para consumo humano, costumes inadequados de higiene pessoal e através da ingestão de alimentos contaminados. Podem ser encontradas no mundo mais de 250 tipos diferentes de DTA’s, e no Brasil essas infecções são causadas principalmente por bactérias (do tipo Salmonella, Escherichia coli e Staphylococcus), alguns surtos por vírus (rotavírus e norovírus) e, em gravidade menor, por substâncias químicas. Provocando sintomas do tipo náuseas, vômitos, dores abdominais, diarreia, falta de apetite e febre.

A transmissão e contaminação dessas doenças podem ocorrer durante a produção, o processamento, a embalagem, o transporte, a preparação, a manutenção e o consumo, logo todo alimento tem a possibilidade de ser exposto à contaminação por substâncias tóxicas ou por micro-organismos infecciosos. A sobrevivência desses micro-organismos ocorre durante as falhas de processamento, no excesso de tempo/temperatura, na ausência de preparo dos manipuladores durante a manipulação dos alimentos, em espaço de trabalho e locais de armazenamento que estão com alguma irregularidade e más condições de higiene, também, é possível ocorrer falhas na higiene pessoal dos manipuladores, higiene operacional e na higienização dos equipamentos propiciando assim a proliferação de bactérias patogênicas.

Para prevenir o consumidor das DTA’s e assegurar a qualidade higiênico sanitária é de grande importância que seja realizado o controle microbiológico dos alimentos consumidos. A ANVISA através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 331/2019, regulamenta os critérios e define os padrões microbiológicos de alimentos e sua aplicação, abrangendo todos os setores envolvidos nas etapas de produção, industrialização, armazenamento, fracionamento, transporte, distribuição, importação e comercialização dos alimentos, ou seja, toda a cadeia produtiva de alimentos, a fim de proteger a saúde da população.

Somado a essa RDC, acha-se a Instrução Normativa (IN) 60/2019, que estabelece as listas de padrões microbiológicos para alimentos prontos para oferta ao consumidor. Nela determina que os alimentos não podem conter microorganismos patogênicos, toxinas ou metabólitos em quantidades que causem danos à saúde. Para isso, os setores envolvidos na cadeia produtiva de alimentos são responsáveis por realizar avaliações frequentes na adequação do processo com o intuito de atender aos padrões e determinar a periodicidade das análises, garantindo que, durante todo o prazo de validade, os alimentos cumpram os padrões microbiológicos estabelecidos pela IN 60/2019, de acordo com as boas práticas de fabricação (BPF) e outros programas de controle de qualidade.

O que são BPF’s?

As BPF’s são medidas que auxiliam na forma correta de fabricação da produção dos alimentos, tendo como intuito eliminar as prováveis fontes de contaminação do alimento, possibilitando um ambiente de trabalho  eficiente, e contribuindo para a eficácia do processo de produção por isso são de grande importância durante os procedimentos de produção dos alimentos para que se obtenha um produto de qualidade garantindo condições higiênicos sanitárias no preparo e processamento do alimento, além de protegerem a saúde do consumidor impactam diretamente na validade do produto

Para a regulamentação das BPF’s a ANVISA normatiza através da Portaria SVS/MS nº 326, de 30 de julho de 1997, na qual determina os requisitos gerais sobre as condições higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos, e complementa com a RDC Nº 216, de 15 de setembro de 2004, em que estabelece quais serviços de alimentação devem dispor de Manual de BPF e dos Procedimento Operacional Padrão (POP’s), e estes documentos devem estar sempre ao acesso dos funcionários envolvidos e também disponíveis à autoridade sanitária, quando requerido.

Além do manual de BPF, o POP, também é um documento obrigatório. Nele estão descritas as instruções sequenciais que devem ser seguidas durante a produção, armazenamento e transporte de alimentos. De acordo com a resolução, quatro POP’s são obrigatórios no manual:

  • POP referente às operações de higienização de instalações, equipamentos e móveis que informa os procedimentos para realização da higienização específica para cada tipo de superfície. 
  • POP relacionado ao controle integrado de vetores e pragas urbanas que contempla as medidas que devem ser tomadas para impedir a atração, o abrigo, o acesso e a proliferação de vetores e pragas urbanas. 
  • POP referente à higienização do reservatório que deve especificar de forma detalhada as operações de higiene do reservatório de água.
  • POP relacionado à higiene e saúde dos manipuladores que deve contemplar as etapas de manipulação direta ou indireta dos alimentos.

Se a empresa não possuir o Manual de BPF com os quatro POP’s  pode correr o risco de receber advertências, multas e até o cancelamento do alvará de licenciamento do estabelecimento, que acarretará na interrupção da produção e até ao fechamento da empresa.

Nesse sentido, problemas relacionados à higiene e à segurança alimentar têm instigado grande interesse nos consumidores em relação aos padrões, às especificações e às recomendações dos órgãos fiscalizadores na aplicação e controle dos alimentos. Por isso, durante a fabricação, armazenamento e distribuição dos alimentos é de suma importância a realização das análises microbiológicas para que sejam obtidas as informações referentes às condições higiênicas e sanitárias e também fazer o levantamento de todos os perigos relacionados à segurança dos alimentos e integridade dos consumidores.

Com os resultados das análises microbiológicas têm-se informações se há contaminações nos alimentos, qual o microrganismo envolvido e a quantidade, para que se tenha subsídios para a eliminação e/ou controle dos mesmos, ainda mais se foram patológicos, que causam DTA’s. Essas análises microbiológicas podem ser feitas durante todo o processo de fabricação, e assim tenha a prevenção e o controle das contaminações. A qualidade microbiológica do alimento também está ligada à sua vida-de-prateleira, já que a partir do momento em que a quantidade aceitável de um determinado microrganismo é ultrapassada, a vida-de-prateleira do alimento chega ao fim.

Como a Ecofarma Jr. pode te auxiliar?

A Ecofarma JR. é especialista e auxiliar empresas do ramo alimentício.

Sendo assim, nós realizamos análises de água e da superfície para sua empresa, com ótima qualidade no serviço e além disso fazemos o Manual de Boas Práticas de Fabricação (BPF) e os Procedimentos Operacionais Padrão (POP) personalizados para sua necessidade e empresa.

Entre em contato para saber mais!

 

Referências bibliográficas

ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária -. Eventos marcam o Dia Mundial da Segurança dos Alimentos. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2021/eventos-marcam-o-dia-mundial-da-seguranca-dos-alimentos-1. Acesso em: 21 set. 2021.

BVS, Biblioteca Virtual em Saúde Ministério da Saúde. Segurança dos Alimentos, responsabilidade de todos! Dia Mundial da Segurança dos Alimentos. 2020. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/07-6-seguranca-dos-alimentos-responsabilidade-de-todos-dia-mundial-da-seguranca-dos-alimentos/. Acesso em: 21 set. 2021.

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Como abrir uma empresa de cerveja artesanal?

Imagine você, após uma longa semana de trabalho, desfrutando de uma deliciosa cerveja artesanal com seus amigos ou família. Incrível não é? Agora, imagine algo ainda melhor: trabalhar com cerveja artesanal.

De acordo com o Anuário da Cerveja 2020, produzido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o número de estabelecimentos registrados vem crescendo a cada ano, atingindo a marca de 1383 cervejarias no ano de 2020.

Nesse post, vou ensinar a você, amante da cerveja artesanal, como abrir a sua própria empresa e ter um negócio lucrativo e de qualidade. 

 

 

1° Passo: entenda e pesquise sobre o mercado!

Antes de pensar em investir dinheiro na sua microcervejaria, é necessário pesquisar e entender o seu novo mercado de trabalho. As empresas de cerveja artesanal tem o objetivo de garantir uma qualificação gastronômica para os seus consumidores, por isso é muito importante que se pesquise sobre os tipos de cerveja e principalmente sobre as análises que devem ser feitas durante o processo de produção, para a garantia da qualidade das suas bebidas.

Além de pesquisar sobre o mercado consumidor deve-se buscar informações sobre o mercado fornecedor. A sua microcervejaria vai precisar de embalagens, alguns equipamentos e é claro os principais ingredientes: malte, lúpulo, água e leveduras.

Dê preferência a fornecedores com um viés sustentável e orgânico, e analise os custos, distância e tempo de entrega dessas empresas.

2° Passo: escolha do local de produção!

Chegou a hora de escolher onde a cerveja será fabricada! O local de produção deve ser pensado de forma que esteja dentro do seu orçamento, tenha uma boa localização, principalmente se também for o local de venda, e por fim se está regularizado e registrado conforme as legislações atuais de órgãos públicos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. 

O local como um todo deve ter, no mínimo, 150m2 sendo destinados 40m2 para área de produção e o restante para área de vendas e consumo. Você deve possuir essas medidas e proporções em mente para procurar os equipamentos necessários em seu local de produção.

3° Passo: saiba o processo de fabricação!

           A fabricação da cerveja artesanal exige algumas fases de produção, e iremos destrinchar as principais etapas brevemente neste tópico:

  • Malteação: momento de umedecer, secar e torrar os grãos de malte. É a etapa que confere aroma, asbor e ifluencia na cor da sua bebida;
  • Filtragem: separação do mosto do bagaço dos grãos e cascas do malte;
  • Mosturação: processo de moer e cozinhar o malte, é nessa etapa em que o amido se transforma em açúcar que se transformará em álcool;
  • Fervura: etapa de esterilização da cerveja através da eliminação dos microrganismos presentes. É nesse momento que o lúpulo entra na receita;
  • Resfriamento: após a fervura, é necessário que a nossa mistura atinja uma menor temperatura que seja ideal para a fermentação;
  • Fermentação: é nesse processo que o açúcar se transforma em álcool e gás carbônico a partir da atuação das leveduras;
  • Maturação: de forma opcional, é utilizada para amadurecer a bebida deixando as leveduras agirem por um maior tempo;
  • Envase: etapa em que a cerveja é retirada dos tanques de produção e vai direto para suas embalagens finais;
  • Pasteurização: mesmo já embalada, a cerveja ainda não pode ser consumida! É nesse último processo que o tempo de validade do seu produto será estendido. 

4° Passo: atente-se a garantia da qualidade da sua cerveja!

A qualidade da sua cerveja artesanal é o ponto chave para um excelente feedback dos seus clientes e crescimento do seu negócio. Por isso, importe-se com a garantia da qualidade do seu processo de produção desde o início! 

É por meio de aspectos sensoriais como o sabor, aroma e textura que o consumidor pode identificar falhas na garantia da qualidade da produção. Para que isso não aconteça, e as falhas possam ser reconhecidas antes que a bebida chegue até o consumidor, de modo a evitar desperdício e feedbacks negativos, é de suma importância que sejam realizados processos de verificação durante as etapas de produção.

A seguir, será explicado de forma simplificada alguns desses processos a serem feitos:

  • Análise microbiológica: durante a produção da cerveja artesanal, existem diversos momentos propícios a proliferação de microrganismos indesejados, como no malte e em ações que exigem contato humano com o produto. A presença desses seres vivos pode comprometer a cerveja, alterando a turbidez, aroma e até o sabor. Com o intuito de identificar, analisar e posteriormente eliminar esses microrganismos, existe a análise microbiológica que avalia alguns parâmetros como cor, pH e álcool evitando assim o desperdício de um lote inteiro de bebidas por contaminação;
  • Análise de água: a cerveja é composta de 80 a 90% de água, por isso nada mais justo que garantir que esse ingrediente seja de qualidade. Para medir a potabilidade da água é realizada essa análise que avalia aspectos como presença de bactérias, alcalinidade e quantidade de cloro residual, por exemplo. Com a certeza de que a água a ser incrementada na sua cerveja é de qualidade, se tem mais tranquilidade em entregar o produto final para o seu consumidor;
  • Análise de malte: como explicado anteriormente, o grão de malte é um dos principais ingredientes da cerveja, pois confere sabor, aroma e pode também alterar a cor da bebida. Visto isso, a análise de malte é de grande importância a fim de medir a qualidade do grão a ser utilizado, evitando possíveis alterações sensoriais na sua cerveja artesanal. Essa análise é feita com base na avaliação de viscosidade, umidade e classificação de impurezas do grão.

E aí, já se sente preparado para abrir a sua microcervejaria?

Durante esse post, você aprendeu 4 passos essenciais para começar a pensar e organizar a sua cervejaria artesanal!

É possível perceber que para um negócio promissor e de grande sucesso, é necessário muito estudo e preparação, mas tem tudo para dar certo.

Nós, da Ecofarma Jr. estamos dispostos a te ajudar! Uma de nossas soluções oferecidas é a realização de análises específicas para cervejas, como as mencionadas anteriormente. Quer garantir a qualidade, agregar credibilidade e entregar um produto seguro e de confiança para o seu consumidor? Procure mais sobre o nosso portfólio e estaremos à disposição! 

 

REFERÊNCIAS

BRASIL. MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO. Anuário da Cerveja 2020. 2020. Disponível em: https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/com-crescimento-de-14-4-em-2020-numero-de-cervejarias-registradas-no-brasil-passa-de-1-3-mil/anuariocerveja2.pdf. Acesso em: 21 set. 2020.

CERVEJARIA ANTUÉRPIA. O caminho da cerveja até você. Disponível em: https://cervejariaantuerpia.com.br/caminho-da-cerveja/. Acesso em: 21 set. 2021.

COPAGAZ. Quero montar uma cervejaria artesanal. Quais os primeiros passos? 2019. Disponível em: https://www.copagaz.com.br/blog/quero-montar-uma-cervejaria-artesanal-quais-os-primeiros-passos/. Acesso em: 21 set. 2021.

 

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Como entender o prazo de validade dos cosméticos.

Ao analisarmos o mercado de cosméticos, no âmbito brasileiro, é perceptível um crescimento substancial na comercialização dos produtos de beleza e de cuidados pessoais. Segundo a revista estadunidense de negócios e economia, Forbes, o Brasil é o quarto maior mercado de cosméticos. Nessa perspectiva, é possível destacar que a produção de tais produtos alavancaram as vendas de muitos empresários no mundo. Mas, afinal, o que são os cosméticos, como entender os processos de fabricação desses produtos e a determinação de sua validade?

O QUE SÃO COSMÉTICOS?

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os cosméticos são “preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo nas diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência e ou corrigir odores corporais e ou protegê-los ou mantê-los em bom estado” (ANVISA, 2005).

COMO DETERMINAR O PRAZO DE VALIDADE DE UM COSMÉTICO? 

 

Você sabe aqueles produtos que conseguimos encontrar  nos rótulos a validade e o prazo após a abertura do cosmético? Infelizmente, esses dados funcionam de forma obrigatória somente nos Estados Unidos e nos países europeus. No entanto, no Brasil, a legislação e a Anvisa, até os dias atuais, não definiram isso como um requisito. 

Dessa forma, no âmbito brasileiro, podemos destacar a obrigatoriedade somente da presença do prazo de validade na embalagem dos produtos cosméticos. Segundo a Resolução 79/00 e suas atualizações e Lei 8.078/90 – Código de Proteção e Defesa do Consumidor- o prazo de validade, antes de ser um requisito legal, é, sobretudo, um requisito técnico de qualidade, pois um produto instável do ponto de vista físico-químico, microbiológico ou toxicológico, além da perda de eficácia poderá também causar algum dano e comprometer a confiabilidade frente ao consumidor. 

Ademais, é possível destacarmos que esse prazo de validade do produto é definido pela empresa que o fabrica, levando em consideração, principalmente, a formulação e as técnicas utilizadas na fabricação. Nesse viés, o prazo de durabilidade pode ser estimado através de estudos sobre a estabilidade do produto e sua confirmação deve ocorrer por meio do teste de prateleira (Shelf Life). 

Abaixo, você pode ler a abordagem feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): 

“A validade é contada a partir da data da fabricação. A empresa pode informar na embalagem a data de fabricação e indicar o período de validade (exemplo: “Fabricado em 06/01/2020. Validade: 24 meses.”)  ou colocar apenas a data de validade (exemplo: “Validade: 06/01/2022”). Em ambos os casos, a validade indicada deve estar de acordo com a validade informada na regularização do produto na Anvisa. O prazo de validade do produto a partir da data da abertura da embalagem não é obrigatório na rotulagem de cosméticos.”

 

O QUE SÃO TESTES DE ESTABILIDADE?

As análises de estabilidade de produtos cosméticos são estudos feitos para determinar as informações que indicam o grau de estabilidade relativa de um produto nas diversas condições em que esses produtos são expostos, desde seu período de fabricação até o vencimento de sua validade, por isso estes testes são muito importantes.

O QUE É SHELF LIFE?

Segundo a Anvisa, além dos Estudos de Estabilidade, o prazo de validade dos cosméticos também pode ser determinado por meio do Teste de prateleira (Shelf Life). Nessa perspectiva, o termo Shelf Life determina o prazo de validade de um determinado produto analisado. 

 

FATORES QUE INFLUENCIAM NA ANÁLISE DE ESTABILIDADE

 

De acordo com o Guia de Estabilidade de Cosméticos da Anvisa, componentes ativos ou não podem afetar a estabilidade do produto. Além disso, a formulação, o processo de fabricação, o material de armazenamento e as condições ambientais e de transporte podem influenciar na estabilidade do produto também. Dessa forma, de acordo com a origem, as alterações podem ser classificadas como extrínsecas e intrínsecas.

  • Fatores extrínsecos estão relacionados a fatores externos, como tempo, temperatura, luz e oxigênio, umidade, material de acondicionamento, microrganismos, vibração;

 

  • Fatores intrínsecos estão relacionados a fatores inerentes à formulação, como incompatibilidade física e química (pH, Reações de Óxido-Redução, Reações de Hidrólise, Interação entre Ingredientes da Formulação, Interação entre Ingredientes da Formulação e o Material de Acondicionamento).

 

MAS, QUAL A IMPORTÂNCIA DE DETERMINAR O PRAZO DE VALIDADE DE UM COSMÉTICO?

 

É de extrema importância informarmos o prazo de validade de um produto que comercializamos, principalmente por dois motivos: a diminuição da efetividade do cosmético e as reações alérgicas que esses produtos podem ocasionar no consumidor.

Por exemplo, um protetor solar pode perder sua finalidade de proteger contra os raios solares, podendo ocasionar diversos problemas. Para mais, intolerâncias, infecções também podem ocorrer com frequência, simplesmente por informarmos a validade de maneira incorreta. Dessa forma, é de responsabilidade do fabricante assegurar que seus clientes tenham sua saúde preservada. 

Por isso, você leitor, fique atento sempre ao prazo de validade de seus cosméticos e se estiver com dúvidas procure seu dermatologista. 

 

É VERDADE QUE SE ARMAZENARMOS INCORRETAMENTE OS COSMÉTICOS, O PRODUTO PODE TER SUA DURABILIDADE REDUZIDA?

Sim! O produto quando chega na casa do consumidor deve ser armazenado em locais específicos, pois há ambientes propícios que colaboram com as alterações nos produtos. Por exemplo, é extremamente importante armazenar os cosméticos longe do sol, além de não armazená-los em locais muito úmidos, locais mofados, além de ser importante tomar cuidado na hora de manusear tais produtos, para não ocorrer contaminações e, consequentemente, afetar a validade. 

QUAIS BENEFÍCIOS DE REALIZAR O PROJETO DE ANÁLISE DE ESTABILIDADE E INFORMAR A VALIDADE DOS PRODUTOS DE FORMA CORRETA?

Há muitos benefícios em realizar os testes de estabilidade para cosméticos, pois é através dessas análises que conseguimos detectar falhas que ocorrem durante a fabricação do produto. Além disso, os dados incorretos apresentados no cosmético, principalmente relacionados à durabilidade do produto, podem alterar de forma significativa seu modo de ação, afetando, assim, sua eficácia e a segurança do consumidor.

Ademais, também é necessário destacar os problemas econômicos associados à instabilidade dos produtos, podendo representar muitos prejuízos para o fabricante, como devoluções, perda de estoques e indenizações por insatisfação dos clientes. Dessa maneira, comercializar cosméticos que tenham a validade informada incorretamente podem ocasionar problemas alarmantes para sua empresa. 

Nesse sentido, realizar testes de estabilidade, além de assegurar a qualidade do seu produto, também proporcionam uma melhor credibilidade para a empresa, pois o cliente visualiza que o fabricante se preocupa com o bem-estar do consumidor. Por fim, sua empresa fica isenta de multas e de indenizações indesejadas que podem comprometer sua marca. 

 

E aí leitor? Gostaria de conhecer mais sobre esse assunto? Entre em contato conosco, a Ecofarma Jr. realiza testes de estabilidade em cosméticos e pode ajudar você!

REFERÊNCIAS

 

ANVISA. Cosméticos e saneantes: mudança na validade do registro. Brasília, 4 dez. 2019. Disponível em:https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2019/cosmeticos-e-saneantes-mudanca-na-validade-do-registro#:~:text=O%20prazo%20de%20validade%20do%20produto%20%C3%A9%20definido%20pela%20empresa,adequadas%20de%20armazenamento%20e%20utiliza%C3%A7%C3%A3o%E2%80%9D . Acesso em: 20 set. 2021.

ANVISA. Guia de estabilidade de produtos cosméticos. v. 1. ed. Brasília, 2004. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cosmeticos.pdf.  Acesso em: 20 set. 2021.

MAGALHÃES, Wallace. Estudos de estabilidade e prazo de validade. Brasil, julho/agosto 2013. Disponível em: https://forbes.com.br/principal/2020/07/brasil-e-o-quarto-maior-mercado-de-beleza-e-cuidados-pessoais-do-mundo/ . Acesso em: 20 set. 2021.

WEBER, Mariana. Brasil é o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo. Brasil, 4 jul. 2020. Disponível em: https://forbes.com.br/principal/2020/07/brasil-e-o-quarto-maior-mercado-de-beleza-e-cuidados-pessoais-do-mundo/ . Acesso em: 20 set. 2021.

 

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Cosmetovigilância, como a ANVISA atua na qualidade e segurança dos cosméticos.

Caro leitor, imagine que você tenha acabado de desenvolver uma nova formulação cosmética, além disso, pretende lançar essa novidade no mercado. Contudo, ao se deparar com a regularização, percebe que ainda precisa garantir a segurança do seu produto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), você saberia como proceder? Para isso, é importante que tenha conhecimento da Resolução-RDC nº 332, de 1 de dezembro de 2005, que diz que “As empresas fabricantes e/ou importadoras de Produtos de Higiene Pessoal Cosméticos e Perfumes, instaladas no Território Nacional deverão implementar um Sistema de Cosmetovigilância, a partir de 31 de dezembro de 2005.”

Ademais, convido a uma reflexão: você sabe qual a importância dessa segurança? Como também, saberia dizer como a ANVISA atua na qualidade e segurança dos cosméticos? É extremamente importante que saiba responder ambas as perguntas. Afinal, com esses saberes você será capaz de ampliar a sua produção com plena credibilidade e segurança nos seus produtos. Caso não saiba como responder as perguntas anteriores, ou ainda, está curioso para aprender ainda mais sobre esse tema, continue com a leitura dessa matéria!

O que é a ANVISA?

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária é o órgão federal responsável por estabelecer as normas sanitárias para o registro, rotulagem, fabricação, venda e armazenamento dos produtos e dos serviços brasileiros, como medicamentos, alimentos e cosméticos.  Ela atua também na fiscalização, no monitoramento e na divulgação de informações importantes sobre a segurança dos produtos disponíveis no mercado. Enfim, é o órgão competente que irá assegurar ao consumidor a compra de serviços e produtos eficazes, de qualidade e com segurança.

 

A Cosmetovigilância

 

A garantia da segurança dos produtos, dito anteriormente, é feita a partir das regulamentações previstas pela ANVISA, que incluem um dos principais sistemas de análise da segurança dos cosméticos, a cosmetovigilância.

A cosmetovigilância, em suma, é uma atividade relativa a observar e analisar os possíveis e inesperados eventos adversos – aqueles eventos que são indesejados – que os cosméticos podem causar ao ser humano. Segundo a ANVISA, trata-se de um sistema que possibilita a aplicação de ações corretivas rápidas e adequadas quando há reação indesejável com o uso de um produto cosmético.

Sendo assim, é fundamental que a sua clínica elabore esse sistema preconizado pela entidade.

 

A importância da Cosmetovigilância

 

  • A ocorrência de eventos adversos, devido a reação ao produto, será reduzido a percentuais próximos de zero, visto que, ao seguir o sistema proposto, o fabricante estará cumprindo com as orientações das Boas Práticas de Fabricação;
  • Fornecerá maior credibilidade do produto perante ao consumidor, afinal, o cliente logo entende que a empresa segue as regulamentações da ANVISA, gerando segurança e confiabilidade;
  • Demonstra a preocupação e o zelo que sua clínica sente quanto à saúde da população.

Vale ressaltar que a cosmetovigilância permite a construção de indicadores que subsidiam ações de vigilância sanitária, orientando inspeções de caráter investigativo e medidas de prevenção à saúde da população.

 

A atuação da ANVISA

 

Dentre as inúmeras maneiras que a ANVISA pode atuar na qualidade e segurança dos cosméticos, por meio da cosmetovigilância, destaca-se a implementação do NOTIVISA (Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária), um sistema organizado e arquitetado para coletar informações de eventos adversos que forem notificados quanto os produtos fiscalizados pela vigilância sanitária, incluindo os cosméticos. Com isso, os cidadãos poderão notificar eventos adversos e queixas técnicas através de formulário de notificação.

Essa notificação é o registro de uma ocorrência de reação indesejada ou queixa técnica que deve  ser comunicada às autoridades sanitárias. Dessa maneira, a população atua ativamente na preservação da qualidade e da segurança.

 

Quem deve notificar?

 

Todo cidadão ou profissional de saúde tem o direito de notificar suspeitas de reações adversas, devido à sensação de uma reação alérgica a algum cosméticos, produtos de higiene e/ou perfumes utilizados, ou outras reações. Além de ser possível, realizar uma queixa técnica desses mesmos produtos. Após receber os dados referentes à notificação, as instituições e órgãos que estão incorporados no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) irão analisar as notificações recebidas, de acordo com o evento e gravidade da situação. Esses mesmos dados servirão para financiar as atitudes que o SNVS irá tomar para identificar as reações adversas dos produtos notificados, com essa subsidiação é possível aperfeiçoar o conhecimento quanto aos efeitos dos cosméticos em análise e, quando indicado, alterar recomendações sobre seu uso para os consumidores. Sendo assim, o SNVS juntamente com a ANVISA regulam os produtos comercializados no País e, de forma geral, promovem ações de proteção à Saúde Pública (ANVISA, 2007).

 

Quando deve notificar?

 

  • Para as empresas privadas: quando ocorrerem situações que impliquem em risco a saúde do consumidor;
  • Para o cidadão: quando se sentir alguma reação diferente da prevista

 

Informações importantes que não devem faltar nas notificações

 

Segundo o Centro de Vigilância Sanitária (CVS), as informações importantes que não devem faltar, tanto sobre o consumidor quanto do produto, são:

  1. a) Identificação do usuário do produto (pode ser apenas as iniciais);
    b) Nome comercial do produto e lote;
    c) Características produto utilizado (validade, aspecto, integridade da embalagem);
    d) Forma de uso;
    e) Relato da queixa (sinais, sintomas, intensidade, local da reação);
    f) Outros produtos concomitantes (outros cosméticos);
    g) Condições concomitantes ao uso do produto (depilação, exposição ao sol, procedimentos estéticos);
    h) Uso de medicamentos;
    i) Doenças concomitantes;
    j) Antecedentes alérgicos.

 

Notificações de eventos adversos recebidas pela Cosmetovigilância – 2010

Segundo dados da ANVISA, em 2010 foram recebidas 136 notificações de eventos adversos, e em  sua maioria, representando 47% do total, o alisante capilar foi o produto que recebeu mais notificações.

Por fim, após a leitura de toda essa matéria, é possível perceber como é extremamente essencial assegurar-se de que sua clínica possui um sistema de cosmetovigilância. Caso você seja desse ramo de cosméticos, e esteja precisando de um auxílio no desenvolvimento das Boas Práticas de Fabricação, aqui na Ecofarma Jr., realizamos diversos projetos com essa finalidade. Estamos há mais de 15 anos no mercado, prestando serviços na área e prezando pela qualidade e pelo comprometimento com o cliente. Venha conhecer nossos projetos!

Referências:

ANVISA. Relatório de Experiências Internacionais sobre Regulação de Cosmetovigilância. Diretoria de Regulação Sanitária Gerência-Geral de Regulamentação e Boas Práticas Regulatórias, 2020.

ANVISA. RESOLUÇÃO nº Nº. 332, de 1 de dezembro de 2005. RDC. [S. l.], 2005. Disponível em: https://www.invitare.com.br/arq/legislacao/anvisa/RDC-332-de-2005-Disp-e-sobre-o-sistema-de-Cosmetovigil-ncia.pdf. Acesso em: 21 set. 2021.

BEHRENS, Isabela; CHOCIAI, Jorge Guido. A COSMETOVIGILÂNCIA COMO INSTRUMENTO PARA A GARANTIA DA QUALIDADE NA INDÚSTRIA DE PRODUTOS COSMÉTICOS. Visão Acadêmica, [s. l.], 2007. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/academica/article/viewFile/11663/8222 Acesso em: 21 set. 2021.

CVS. COSMETOVIGILÂNCIA. In: COSMETOVIGILÂNCIA. [S. l.], 2020. Disponível em: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/faq.asp?te_codigo=25#:~:text=Qual%20a%20import%C3%A2ncia%20da%20cosmetovigil%C3%A2ncia,intera%C3%A7%C3%A3o%20com%20o%20usu%C3%A1rio%2Fconsumidor. Acesso em: 21 set. 2021.

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Insumos brasileiros e suas ultilizações em cosméticos

Primeiro, caro leitor, você sabe o que são cosméticos? Nessa eu posso te ajudar! Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), são preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo nas diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los, alterar sua aparência e ou corrigir odores corporais e ou protegê-los ou mantê-los em bom estado.” (ANVISA, 2005).

Vemos os produtos nas prateleiras, colocados como produtos orgânicos ou naturais (ambos sustentáveis), mas é preciso pensar: “o que torna esses produtos diferentes dos demais?”, se há diferença entre eles e como são certificados. A Ecocert, certificadora de produtos orgânicos, e o Instituto Biodinâmico (IBD), afirmam que para ser um cosmético natural, em sua fabricação devem ser usadas matérias-primas naturais e não conter aditivos químicos em sua composição (como: amônia, silicone, conservantes sintéticos- chamados de “matérias-primas proibidas”).

A Ecocert ainda define que, no mínimo 95%, da composição total do produto devem ser matérias-primas naturais e os outros 5%, não podem ser constituídos dessas matérias-primas proibidas, apenas por substâncias sintéticas listadas pela certificadora. Agora, sobre os produtos orgânicos, a IBD e a Ecocert convergem quanto à definição de cosméticos orgânicos, estes devem possuir, no mínimo, 95% de matérias-primas certificadas como orgânicas em sua composição.

Os 5% restantes podem ser compostos por água e por outras matérias-primas naturais. Além disso, também há uma preocupação com toda cadeia produtiva. Atualmente, um dos desafios em relação aos cosméticos sustentáveis é a carência de uma regulamentação nacional. 

Por fim, os convencionais são aqueles certificados pela ANVISA, mas não são passíveis de certificação ambiental e para a regularização destes produtos, estes devem estar de acordo com a RDC nº 07/2015 e a RDC nº 237/2018.

     

Agora que você já entendeu a diferença entre os cosméticos, vamos para a composição dos mesmos. 

A Atina Ativos Naturais, fornecedora de insumos, certificada pela Ecocert, ANVISA e Conselho de Manejo Florestal (FSC), prioriza a distribuição de insumos naturais como antocianina, extrato seco de aloe vera 200:1, óleo de Babaçu, óleo de Baru, alfa-bisabolol natural (extraído da árvore de Candeia), extrato glicólico de erva-doce e extrato glicólico de calêndula. E quais são suas utilizações e benefícios? Vejamos a seguir:

  • Antocianina: encontrada em frutas como uva, morango e cereja é utilizada para produção de corantes em cosméticos e para produção de tintas atóxicas. 
  • Extrato seco de Aloe Vera 200:1: rico em vitaminas e pode ser encontrado em diversos produtos como: cremes e loções; filtros solares e produtos pós-sol; loção pós-barba; produtos antienvelhecimento; sabonetes; shampoos e condicionadores; tinturas e tônicos capilares. Muito utilizado para tratamento capilar agindo como fortificante e estimulador de crescimento, além de possuir propriedades regenerativas. É também utilizado para tratamento da pele, funcionando como anti-inflamatório e cicatrizante. 
  • Óleo de Babaçu: o ácido láurico é um componente em abundância nesse insumo, é utilizado para hidratar e umectar os cabelos, fortalecer as unhas e tem ação antioxidante. Pode ser utilizado para fabricação de sabão e de pomadas cremosas.
  • Óleo de Baru: extraído do baruzeiro, árvore presente no cerrado brasileiro, tem ação antioxidante. Apresenta vantagens em sua utilização para o crescimento e fortalecimento das unhas, revitalização e hidratação da pele (devido à presença de vitamina E e sua ação de renovação celular), tratamento capilar proporcionando uma hidratação intensa e também auxilia na ação cicatrizante no tratamento de acnes devido ao poder antioxidante e a presença de zinco.
  • Alfa-bisabolol: possui propriedades anti-inflamatórias, antimicrobiana, antibacteriana e anti-irritante. É utilizado para a produção de protetores solar e produtos pós-sol, produtos pós-barba, óleos e produtos infantis, produtos antiacne, maquiagens e desodorantes. 
  • Extrato glicólico de erva-doce: possui ação antisséptica, refrescante e calmante. Pode ser utilizado na produção de shampoo, condicionador, sabonete, loção de limpeza, géis, entre outros. 
  • Extrato glicólico de calêndula: tem ação antiacne e cicatrizante. Utilizado como matéria prima para a produção de produtos orgânicos como: pomada, creme ou gel. 

 

Mercado em crescimento:

 

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), em 2020, o setor de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosmético (HPPC) no Brasil teve crescimento de 5,18%, no “Exfactory”, líquido de imposto sobre renda, com relação ao ano de 2019. Até 2025, consoante aos dados da ABIHPEC, de 2019, o mercado de cosméticos sustentáveis crescerá de 5% a 10%.

Nos últimos anos, vem crescendo a preocupação sobre a origem dos produtos, a reciclagem dos mesmos e como aderir à sustentabilidade, devido ao aumento da consciência social e ambiental. Consequentemente, a busca por produtos sustentáveis vêm crescendo também. De acordo com uma pesquisa da Kantar Worldpanel, empresa líder mundial em dados, insights e consultoria, de 2018, revela que 50% dos consumidores têm preferido produtos que são naturais, orgânicos, terapêuticos ou a base de ervas. 

 

Benefícios em utilizar insumos para cosméticos naturais:

Os produtos naturais, com função de hidratar, regenerar e cuidar, seja para cabelos, pele ou unhas, são recebidos pelo corpo de uma forma mais natural e segura, devido a ação dos compostos naturais presentes. O organismo ao absorver esses produtos mencionados fica exposto a menos riscos toxicológicos ao serem comparados aos produtos convencionais (que têm, por exemplo, adição de parabenos e derivados do petróleo). Além de benefícios para a saúde do próprio usuário, também trazem menos impacto ambiental: evitando o desmatamento e a exploração de animais (prática de cruelty-free).

 

Como podemos te ajudar?

Se você tem interesse em desenvolver um cosmético sustentável, a Ecofarma Jr. é especialista na área de cosmético pode te ajudar! Nossos projetos contemplam pelo menos dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), assim como você, também estamos preocupados com o todo! Entre em contato conosco. 

            

REFERÊNCIAS

ABIHPEC. Cosméticos verdes devem crescer 10% nos próximos anos. ABIHPEC, 2019. Disponível em: https://abihpec.org.br/cosmeticos-verdes-devem-crescer-10-nos-proximos-anos/. Acesso em: 22 de set. 2021. 

ABIHPEC. Panorama do setor 2019. ABIHPEC, 2019. Disponível em:˂https://abihpec.org.br/publicacao/panorama-do-setor-2019/˃. Acesso em: 22 de set. 2021.

ANVISA. Conceitos e definições. Anvisa, 2005. Disponível em: ˂http://portal.anvisa.gov.br/cosmeticos/conceitos-e-definicoes˃. Acesso em: 22 de set. 2021.

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5 maneiras de conservar o seu produto

Você é do tipo de pessoa que se atenta sempre à validade de um produto? Você sabe a importância de uma boa conservação de um alimento? Você acredita que uma conservação adequada pode trazer benefícios para o seu produto? Se você disse sim a essas perguntas, essa matéria é pra você!

Desde os primórdios da civilização, a conservação ideal de um produto se tornou indispensável para a sobrevivência humana. Em épocas de seca ou inverno, saber conservar o seu alimento faz total diferença e devido a isso, é uma estratégia imprescindível para a evolução humana. 

Os alimentos podem ser passíveis de alterações envolvendo agentes físicos, como a luz e o calor; químicos, como o oxigênio e a água; ou biológicos, como os microrganismos e as enzimas. Em razão disto, se faz necessário a conservação ideal do seu produto para que seja evitado o desperdício e a durabilidade do mesmo seja aumentada. 

A seguir iremos destacar as 5 principais maneiras que você pode utilizar para a conservação do seu produto alimentício, sendo elas o congelamento, o resfriamento, a desidratação, a adição de açúcar e, por fim, os alimentos em conserva.

1. Congelamento   

 

O congelamento é considerado um dos tipos de conservação mais eficazes do mundo, podendo preservar o alimento de 6 meses a 1 ano, se feito de forma adequada. Este processo consiste na conservação do alimento de modo frio, diminuindo a temperatura abaixo do ponto de congelamento, onde a água presente sofre alteração formando cristais de gelo, reduzindo a atividade de água e impedindo que microrganismos e enzimas atuem, fazendo a preservação do alimento por mais tempo e reduzindo a ação do processo de deterioração.

A temperatura ideal para o armazenamento do seu alimento gira em torno dos -18 ºC, porém a escolha da temperatura de congelamento fica na faixa do -10 ºC a -40 ºC, pois tudo depende do aspecto econômico e do tipo de produto. O que deve-se atentar é que quanto mais baixa a temperatura, maior será a vida útil do seu alimento.

Uma desvantagem desse tipo de conservação é que o congelamento somente contém a atividade microbiológica presente no alimento, enquanto a água do alimento estiver sólida, mas não faz a eliminação dessas bactérias.

2. Resfriamento

A preservação pelo frio traz inúmeros benefícios para o valor nutricional, para o sensorial do alimento e para a produção eficaz de alta qualidade. A temperatura ideal para conservação do alimento é de -1 ºC a -8 ºC, garantindo as características in natura (frescas) do produto e suas propriedades nutricionais. 

Somente com a refrigeração não ocorre a inativação das enzimas e dos microrganismos. A função da refrigeração é somente retardá-las, ou seja, ela traz uma desaceleração da proliferação das bactérias. Por isso, se faz necessário o uso de outras técnicas de conservação, como a pasteurização, para que funcione com eficácia a refrigeração.

Algumas desvantagens envolvem o encarecimento da cadeia ao frio, a queima pelo frio em bananas e carnes, a alteração de pigmentos e a possibilidade da perda de vitaminas.

3. Desidratação

A desidratação consiste em aumentar o tempo de vida do produto reduzindo a atividade da água presente, a partir da sua secagem. Através de um mecanismo de vaporização térmica, a água é retirada na forma de vapor e isso traz inibição do crescimento microbiano e redução da atividade enzimática.

Existem duas formas de secagem. A secagem natural, mais conhecida como a secagem feita ao sol, e a secagem artificial ou desidratação, que é realizada através de estufa, com controle da temperatura. Esse tipo de conserva beneficia o custo de transporte, o peso, o volume e o armazenamento dos produtos.

Algumas desvantagens da desidratação é que pode reduzir as propriedades nutricionais e podem ocorrer alterações na cor e no sabor, devido ao calor. Em comparação com as frutas in natura, as desidratadas possuem mais calorias.

4. Adição de açúcar

 

Este processo de conservação é através de adição de solutos, mais precisamente a adição de sacarose, conhecida como açúcar. Essa forma de preservação é geralmente utilizada em frutas para aumentar a durabilidade das mesmas.

A concentração elevada de açúcar faz com que haja uma diminuição do crescimento microbiano, devido a alta concentração do meio (hipertônico) que provoca a perda de água dos microrganismos através da osmose, afetando diretamente na reprodução, implicando na sua destruição e morte.

Algumas desvantagens deste processo se dão através do uso exagerado de açúcar afetando no gosto, não se adequar a todos os alimentos, não ser tão saudável e ter uma durabilidade menor.

5.Alimentos em conserva

A adição de sal é a forma mais barata e mais antiga de se conservar alimentos. As formas de conserva envolvem a adição de sal diretamente no alimento ou na forma de salmoura, e a adição de suco de limão, vinagre ou ácido cítrico, que juntamente com o calor, impede o desenvolvimento de microrganismos. 

O sal faz a desidratação do produto através da diferença de pressão osmótica entre o meio externo e o meio interno, baixando a atividade de água do produto e aumentando a sua estabilidade microbiana, química e bioquímica. 

Uma desvantagem de fazer a conserva com o sal é o efeito negativo no sabor do alimento, devido a grande quantidade de sal, por isso é indicado a lavagem do produto antes de ser consumido.

Além disso, é vital estar de acordo com o que a legislação prega. Por isso, a Anvisa preconiza duas legislações federais relacionadas com as condições de armazenamento ideais para os estabelecimentos industriais, sendo elas a Portaria nº 326/1997, que aprova o Regulamento Técnico sobre as condições higiênico-sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos, e a Resolução nº 275/2002 que dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos e a lista de verificação das Boas Práticas de Fabricação em estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos.

Os processos citados de conservação são muito importantes para que o desperdício seja evitado e para que aumente o tempo de vida, mantendo a qualidade dos produtos. Por isso, deve-se analisar qual o melhor procedimento a ser utilizado para que haja um melhor aproveitamento dos seus produtos, focando em ser referência no mercado trazendo sempre o melhor para os consumidores.

Nós da Ecofarma Jr. nos preocupamos com a conservação ideal do seu produto. Por isso, caso tenha restado alguma dúvida sobre o assunto, nós temos o prazer de esclarecê-la para você! Adiante estará disponível para vocês os nossos contatos e sinta-se livre para nos chamar!

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Embalagem cosmética: como escolher de forma correta

A primeira coisa que vemos quando olhamos um produto é a embalagem, que além de proteger o item, passa as primeiras impressões do produto e influencia diretamente na sua compra. De acordo com o programa Packaging Matters, da líder de embalagens MWV, 79% dos consumidores experimentaram um novo produto pois a embalagem atraiu sua atenção, 53% dos clientes compraram um produto mais de uma vez apenas pela embalagem e 46% dos consumidores passaram a comprar produtos da concorrência por vivências negativas com a embalagem. Para evitarmos problemas com as queridinhas dos consumidores, vamos listar 5 pontos para ter atenção antes de escolher a embalagem do seu produto!

 

       1. Funcionalidade e manuseio

O principal aspecto que deve ser analisado ao escolher a embalagem do seu produto é a funcionalidade. Isso porque estamos na era da experiência, o que significa que todo o processo do uso e manuseio do produto é muito importante. Preocuparmos com a funcionalidade da embalagem é pensarmos diretamente na qualidade do cosmético oferecido ao cliente. Assim, antes de escolher a embalagem ideal do seu cosmético, analise bem se ela cumpre sua função e se há possibilidade dessa função ser comprometida de maneira fácil e rápida, de forma que gere impressões negativas e aversões ao seu produto. 

 

        2 . Transporte 

Outro ponto importante para análise é o transporte do seu cosmético. Mas o que isso tem a ver com a embalagem? Pense bem, o que você faz quando encomenda um produto e ao abrir a caixa super empolgado(a) se depara com uma mercadoria quebrada ou danificada? Qual seu primeiro pensamento? Qual sentimento você vai desenvolver em relação à marca e ao produto? Garanto que nenhuma das respostas é algo bom e que você não quer atrair nada disso para o seu negócio.

 Pensando nisso, existem algumas transportadoras que possuem certas exigências ou restrições em relação a produtos quebráveis, de vidro ou frágeis, assim, é importante estar atento a esses requisitos. Se a embalagem do seu cosmético for de vidro, por exemplo, o produto precisará de plástico bolha, isopor e outras formas para a proteção do cosmético a fim de que ele chegue ao cliente sem danos na embalagem, sem diminuição do valor do produto e da credibilidade da sua marca. Ao pensar no transporte do seu cosmético você garante a manutenção da boa experiência do seu cliente!

 

      3. Compatibilidade entre embalagem e produto 

Para garantirmos a segurança e qualidade do produto, devemos realizar o teste de compatibilidade química entre produto e embalagem. Esse teste previne possíveis complicações químicas que danificam tanto a embalagem quanto o cosmético em si, podendo provocar desde danos aos consumidores a perda total da mercadoria. Esse é um dos testes que a ANVISA exige para que o produto possa circular de forma legalizada, então fique muito atento a isso!

Tais testes são necessários pois o produto é submetido a diversas temperaturas durante sua vida útil, desde o transporte até a chegada ao cliente, sem contar a enorme variação de temperatura das 5 regiões do Brasil que também podem interferir na compatibilidade entre embalagem e produto. Dessa forma, após a realização do teste de compatibilidade química a sua empresa irá passar mais segurança e qualidade do produto ao cliente. Contribuindo assim para o aumento das vendas e consolidação do negócio no mercado, além de estar prevenindo multas com a regularização em dia. 

 

     4. Geração de resíduos  

Você já parou pra pensar no dano ao meio ambiente que a embalagem do seu produto vai causar após ser descartada? Segundo o Ministério do Meio Ambiente, 20% do lixo doméstico do Brasil é formado por embalagens, sendo 80% delas com apenas um único uso. Essa porcentagem significa 25 mil toneladas de lixo compostos por embalagens. Muita coisa, não? A sua embalagem vai contribuir para esse número e seus impactos negativos na natureza? 

Hoje, em um mundo que conhece a sustentabilidade, os consumidores estão se tornando mais conscientes de responsabilidades socioambientais. Logo, embalagens biodegradáveis e ecológicas são mais bem vistas pelos compradores atuais e tal prática tende a crescer cada vez mais. Com o aumento da consciência verde pelos clientes, podemos comparar o mercado com a seleção natural das espécies, na qual os mais adaptados sobrevivem. Assim, as marcas e produtos que se engajarem nesse movimento terão mais vantagens competitivas na sociedade atual e futura do que mercadorias que não possuem embalagens sustentáveis e ecológicas, que tendem a se enfraquecer por não terem se adaptado às tendências sustentáveis da sociedade.  

Desse modo, algumas embalagens sustentáveis comuns são as de vidro, as quais podem ser reutilizadas como objeto decorativo após o uso do produto e embalagens feitas com papel reciclável que economiza energia e expande o valor da extração da matéria prima. Outra alternativa é o uso do plástico PLA, também chamado de poliácido láctico, feito de fontes de energia renováveis e com o ácido láctico, que degrada na natureza no período de seis meses a dois anos, incrivelmente distinto do plástico normal, que demora de 500 a 1000 anos para se degradar. 

Também temos opções distintas das convencionais, como embalagens feitas de cogumelos, sendo uma embalagem comestível, além de embalagens de bagaço de cana de açúcar e fibras de coco. Dessa forma, você deve avaliar a melhor embalagem para seu cosmético pensando no meio ambiente.

 

    5. Branding  

De acordo com o Sebrae, “Branding ou Brand Management é uma estratégia de gestão da marca que visa torná-la mais reconhecida pelo seu público e presente no mercado. A estratégia busca a admiração e desejo pelos valores que a marca cria em torno de si mesma.” Assim, podemos complementar que essa estratégia visa a boa imagem da marca pelo consumidor, criar a conexão entre o cliente e sua marca por meio de valores comuns e da identificação. 

Desse modo, suas embalagens também devem expressar os valores da sua empresa, que ao gerar conexão com o cliente, ele possa preferir consumir dos seus produtos do que de outra marca qualquer que ele não tenha criado uma conexão. Como comentado antes, estamos na era da experiência, o que proporciona grande importância à conexão do cliente com o seu negócio a fim de gerar boas vivências e sentimentos agradáveis. 

 

Quer saber mais sobre embalagem cosmética? Entre em contato com a gente!

 

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Quando mudar a fórmula de um produto?

Com a pandemia, a busca por cosméticos se tornou mais frequente, resultando em um crescimento econômico nessa área. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o Brasil é o quarto maior consumidor desse setor no mundo, ficando atrás dos Estados Unidos, China e Japão.

A procura pela beleza, saúde e bem-estar trouxeram consigo novas tendências no mercado, como aClean Beauty, que traduzida para o português significa “beleza limpa”, e trata-se de formulações que não prejudicam a saúde da pele e que também atuam na preservação do meio ambiente.

 

Atualmente, existe uma busca constante por cosméticos naturais e uma maior atenção e procura dos consumidores por princípios ativos específicos que estão em alta, como por exemplo, o ácido hialurônico e a Vitamina C.

As tendências do mercado precisam ser levadas em conta tanto para desenvolver novos cosméticos, quanto para saber quando é preciso mudar a formulação de um produto.

Mas antes de falarmos sobre isso, vamos entender mais um pouco sobre as formulações?

FORMULAÇÕES COSMÉTICAS

A formulação cosmética é como uma “receita” para o desenvolvimento do produto. Nela contém as matérias-primas necessárias, suas quantidades (geralmente em %), funções, modo de preparo e técnicas que serão utilizadas. 

Com o intuito de facilitar o entendimento, a composição dos cosméticos podem ser classificadas em três categorias: 

  • Princípio ativo: é o responsável pela ação específica do produto e por isso costuma aparecer em destaque no rótulo. Podem ser de origem animal, mineral ou vegetal;
  • Componentes adjuvantes: possuem ação modificadora ou corretiva. Os de ação corretiva, como o próprio nome já diz, possui o intuito de corrigir a cor e o aroma através de corantes e fragrâncias, respectivamente, com o intuito de garantir que o produto seja mais bem aceito pelo consumidor. Já os componentes de ação modificadora alteram a característica da base cosmética, como umectantes, silicones, tensoativos, ceras, etc;
  • Veículos e excipientes: os veículos são líquidos e os excipientes são sólidos ou semi-sólidos responsáveis por proporcionar estabilidade aos cosméticos, completando o volume ou a massa, representando a maior porcentagem da formulação do cosmético, juntamente com os adjuvantes. 

 

ANVISA X MODIFICAÇÕES NAS FÓRMULAS

É preciso se atentar às regulamentações quanto ao processo de modificação da fórmula do produto. A Instrução Normativa-IN 69, de 1º de setembro de 2020 aborda sobre a inclusão de nova fórmula na rotulagem de cosméticos quando alterada sua composição. 

Art. 4º Os produtos de higiene pessoal, incluindo os descartáveis, cosméticos e perfumes que sofrerem modificações de fórmula, deverão apresentar uma das frases a seguir em destaque, posicionada no painel principal da rotulagem:

I – “NOVA FÓRMULA”; ou

II – “NOVA COMPOSIÇÃO”

Além disso, neste documento estão dispostas informações quanto aos critérios gráficos que devem ser respeitados na apresentação da embalagem.

Essa Instrução Normativa entrou em vigor no dia 1º de setembro de 2021 e o não cumprimento das normas constitui como infração sanitária, estando sujeito a penalidades. 

Agora que já sabemos mais um pouco sobre formulações cosméticas e suas normas perante a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, discutiremos mais sobre quando mudá-la, bem como sua importância. 

PRINCIPAIS TENDÊNCIAS NO RAMO DE COSMÉTICOS

A pandemia e o consequente isolamento social impulsionou a adoção de novos hábitos pela população, como o de realizar compras online, inclusive de produtos para cuidados com a pele e cabelo. Existe uma maior conscientização dos consumidores em relação à procedência e formulações dos cosméticos, havendo uma maior procura por aqueles mais sustentáveis e com ingredientes naturais. Com isso, os fabricantes têm apostado em se adequar às demandas do mercado e nas modalidades de waterless beauty e clean beauty

Waterless beauty

De acordo com o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos 2021, o consumo global de água doce aumentou seis vezes durante os últimos cem anos e a indústria é responsável pelo consumo de 20% desse valor. Nesse contexto, a waterless beauty é uma modalidade de formulações sem água, dando preferência para produtos com texturas sólidas e óleos naturais, aliada nesse desafio de poupar água. 

Além da economia de recurso hídrico, essa categoria apresenta outras vantagens como: 

  • Dispensação de embalagens de plástico, optando por papéis recicláveis ou biodegradáveis; 
  • Produtos de formulações anidras (sem água) são mais suaves e com menor risco de possíveis reações alérgicas; 
  • Mais praticidade no transporte de cosméticos sólidos, uma vez que o mesmo não tem o risco de vazar; 
  • Maior durabilidade do produto.

Outros ingredientes podem substituir a água nas fórmulas como extrato de mel, óleo de jojoba, óleo de semente de camélia, óleo de caroço de damasco, e muitos outros. 

Clean beauty

Clean beauty, é traduzido como “beleza limpa” para o Português, e para um produto se encaixar nessa categoria, o mesmo não pode conter ativos que causem malefícios para a pele, como irritações cutâneas ou alterações hormonais, ou que prejudiquem o meio ambiente.

“Esse movimento também preza pela transparência das marcas ao descrever os ativos que compõem um produto. Isso não quer dizer apenas listar todos os ingredientes que fazem parte da formulação com nomes técnicos, mas também não enganar o consumidor com termos genéricos, como ‘fragrância’, para ocultar certos ingredientes ou com promessas falsas que o produto não é capaz de cumprir”, ressalta a dermatologista Dra. Claudia.

É nessa vertente de beleza limpa que surgem os denominados cosméticos naturais. Para se encaixar nessa categoria, é preciso que os ingredientes utilizados possuam ingredientes que tenham processos físicos e químicos autorizados. Além disso, existem outros requisitos que precisam ser cumpridos como embalagem reciclável e a proibição da utilização de fragrâncias e corantes sintéticos, bem como a proibição de realização de testes em animais (somente são liberados ingredientes que não geram dor ou sofrimento para a extração dos animais, como leite e mel). Nas fórmulas de cosméticos naturais é frequente encontrarmos:

  • Extratos vegetais;
  • Óleos vegetais;
  • Óleos essenciais;
  • Manteigas vegetais;
  • Corantes e pigmentos naturais.

 

QUAL É O MOMENTO DE MUDAR A FÓRMULA?

Alguns fatores são determinantes na decisão de mudar a formulação de um cosmético, são eles:

  • Quando o produto está causando irritações cutâneas como acne, ardência, vermelhidão ou coceira;
  • Quando determinado componente sofre alta no preço de mercado, é possível substituí-lo por um mais barato, sem que a qualidade do produto seja prejudicada; 
  • Necessidade de se adequar às novas tendências do mercado, sejam nas modalidades de formulações ou nos princípios ativos em alta do momento.

Dessa forma, o fabricante estará sempre atualizado sobre as demandas do mercado, aumentando suas vendas e estando a par da concorrência. Assim, é possível gerar uma maior credibilidade para o produto e fazer com que os clientes fiquem ainda mais satisfeitos. 

 

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Nós podemos te ajudar! A Ecofarma Jr. é especialista em cosméticos e fornece serviços de desenvolvimento  de formulação, realizando testes laboratoriais e prestando uma consultoria individual e personalizada. Entre em contato conosco para saber mais!

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